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Lugar Comum

Cheguei ao estacionamento de um supermercado e, como ele estava
lotado, tive dificuldade para estacionar. Ao rodar, procurando uma vaga livre,
notei que outros carros, que entravam atrás de mim, estacionavam em lugares
prioritários, destinados a gestantes, idosos e deficientes físicos. De dentro do
carro mesmo, alertei um jovem que saiu lépido do carro: “Esse lugar é
prioritário e você não parece preencher os requisitos para ocupá-lo… “ O rapaz
olhou de forma simpática (ou foi tolerante?) e respondeu-me: “Vou rapidinho,
estou morto de pressa e já volto…” Inúmeras vezes, ao parar no sinaleiro, ou
quando estou como pedestre, vejo carros parados no meio da faixa de
travessia de pedestres. Quando tenho oportunidade aponto para o motorista
que, freqüentemente, me sinaliza com expressão de “pois é… não deu
tempo…Foi mal…” ou algo parecido. Outro dia, ouvi buzinas na frente da escola
e vi o que motivava aquele barulho todo: uma mãe, apressada, parou o carro
em fila dupla para pegar seus filhos, ignorando os outros pais que respeitaram
a fila de entrega das crianças e que ficaram trancados pelo carro dela. A
referida senhora retornou correndo, sorriu para todos, entrou no carro e foi-se!
Em meio a uma palestra, um telefone celular tocou com uma música estridente,
a pessoa não só atendeu como falou mais alto que o palestrante. Todos
pararam para encarar a pessoa, esperávamos que ela se constrangesse,
porém a pessoa continuou e, impunemente, encarou a todos.
Nesse mesmo ritmo – impensado – as pessoas avançam o sinal
vermelho, entram e não cumprimentam, furam filas…
Calando-nos diante desses comportamentos acabamos perdendo algo
que nunca sai de moda e que deveria perdurar entre os homens, que é a
polidez e a busca do bom convívio.
A pressa e a falta de tempo tem justificado ações que, em verdade,
mostram falta de educação. Tornou-se desculpa que envereda para um lugar
comum. “Deixa prá La! Tenho coisa mais importante pra me incomodar!”
Parece que a sociedade aceita essas desculpas todas e esses
comportamentos com uma tolerância injustificável, fecham os olhos… No
máximo se indignam, mas poucas pessoas tomam atitudes educativas. Ou será
que não têm tempo de pensar sobre isso?
Vivemos em coletividade, dividimos espaços. É imprescindível que
desenvolvamos campanhas educativas em nossas escolas e nos espaços
públicos. Um país educado, sobretudo, é o que respeita seus pares,
promovendo uma sociedade justa e que vive o conhecimento que gerou.

 

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Livro “A APRENDIZAGEM ENTRE A FAMÍLIA E A ESCOLA.”

Livro 15

Isabel Parolin

Psicopedagoga Clínica. Atende crianças e jovens em seus processos de aprender e as famílias dessas crianças, redimensionando as dinâmicas familiares. Consultora Institucional de Escolas públicas e privadas em vários estados brasileiros, promovendo qualificação dos educadores, quer sejam os professores, orientadores ou os pais dos alunos.

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Isabel Parolin
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