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Ih! Errei

 

Livro 07

 

SINOPSE:

O leitor vai encontrar, no início de cada um dos artigos que compõem este livro de “historinha”, que lança uma provocação para a conversa que vai se seguir. Provocada por essas historinhas, não posso deixar de contar a minha:


Eu recebi, há muito tempo, um texto que se atribuía a Jorge Luis Borges e que começava assim:
“Se eu pudesse viver outra vez, eu cometeria mais erros…”

E seguia dizendo que faria uma porção de coisas que havia deixado de fazer por serem, de certa forma, consideradas erradas.

Adorei o texto e resolvi reproduzi-lo para partilhar com os amigos. Pois bem, comecei a datilografar (sim, foi a muito tempo mesmo!) e logo na segunda linha errei ao escrever a palavra “mais” – escrevi “mais”. Imediatamente, fui puxando a folha para tirá-la da máquina e então… me dei conta de que eu tinha pensado que era uma beleza essa história de nos dispormos a cometer mais erros, mas… o que eu tinha aprendido mesmo é que o importante era não cometer erros, nem que fossem só de datilografia!
Pois é, o que se encontra na conversa aqui proposta é um alerta no sentido de estarmos atentos para o que dizemos (e supomos que pensamos) e o que fazemos, no cotidiano do nosso trabalho de professores, quando se trata de avaliar esse trabalho e o trabalho dos alunos. Não estou falando apenas dos exercícios, dos “problemas”, dos testes e das provas que se propõem – refiro-me à avaliação em seu sentido mais amplo, que é o ???I?olhar curioso e rigoroso para o processo pedagógico que se desenvolve na escola. Um olhar abrangente, que procura levar em conta todos os aspectos daquilo que se avalia e todos os pontos de vista de que se pode avaliar. Um olhar profundo, que não contenta com a superfície, que busca fundamentos. Um olhar sensível, que considera as contradições, próprias do ser humano, na construção cotidiana de sua aprendizagem e do conhecimento.
Não se trata de dizer que “herrar é umano”, absolutamente! Nós queremos acertar! O desafio – esse, sim, demasiadamente humano – é reconhecer a dificuldade de definir, em grande parte das situações que vivenciamos, o que é efetivamente o acerto, o que está realmente certo.
Uma coisa é certa: aceitando a provocação dos autores, os leitores não deixam de correr o risco de errar. Mas vão ampliar a reflexão, e tomara!, alargar seu caminho de ensinantes-aprendizes.

Terezinha Azeredo Rios – São Paulo, abril 2007

DOS AUTORES:
Um time que marca muitos gols quando se trata de socializar saberes e refletir sobre a relação entre pares educativos. São autores desta obra: Laura Monte Serrat Barbosa, Max Haethinger, Ariana Cosme, Isabel Parolin, Luca Richbierter, Ana Ruth Starepravo, Marco Antonio Ferraz, Sandra Bozza, Rui Trindade, Júlio César Furtado e você, leitor.

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Livro “A APRENDIZAGEM ENTRE A FAMÍLIA E A ESCOLA.”

Livro 15

Isabel Parolin

Psicopedagoga Clínica. Atende crianças e jovens em seus processos de aprender e as famílias dessas crianças, redimensionando as dinâmicas familiares. Consultora Institucional de Escolas públicas e privadas em vários estados brasileiros, promovendo qualificação dos educadores, quer sejam os professores, orientadores ou os pais dos alunos.

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