Engano conceitual

Ainda pensando na boa formação do professor como o indicador sine qua non para
que a qualidade das aprendizagens nas escolas aconteça, gostaria de apontar um engano, que
eu considero conceitual, a respeito do que seja melhora da qualidade do ensino, ou ainda, de
excelência na educação.
Já ouvi gestores discutindo sobre como melhorar suas escolas e percebo que existe
uma tendência em pensar que apenas manter o aluno na escola basta. Ou ainda, que
reformas, computadores, lanches e cantinas trazem mais qualidade. O conceito de qualidade
na educação passa sim, por bons equipamentos, mas, sobretudo, por conhecimento que gera
competência e se sedimenta na qualidade das relações.
Os resultados que se voltam a analisar a oferta de vagas para nossos alunos como
indicador de melhora na educação maquiam uma realidade dura: nossos alunos ficam 8 anos
na escola(agora ficarão 9 anos) e saem sem saber ler e escrever adequadamente, sem saber
como resolver problemas matemáticos e não sabem História e Geografia. E, cá entre nós, os
professores sabem que estão aprovando alunos sem os instrumentos necessários para o
exercício da cidadania.
É sempre bom lembrar que a qualificação pode ser negativa também, portanto o
ensino tem de ser de boa qualidade, como sempre nos lembra a Profa. Terezinha Rios.
E o que é um ensino de boa qualidade? É o ensino que ensina e que produz
conhecimento e autonomia; que edifica pessoas que tenham construído os instrumentos
necessários para viver e conviver de forma harmoniosa e feliz em seu contexto.
Como se consegue isso? Certamente, investindo no professor, em seu papel de bem
ensinar, para que o aluno bem desempenhe o papel de aluno.

 

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1 Comentário

  1. Paulo disse:

    Investir no ser humano, principalmente no professor é motivá-lo elevando sua autoestima e consequentemente teremos o retorno no ensino com boa qualidade.

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